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França prende 88 por ataques a investidores de criptomoedas

O Ministério Público Nacional de Combate ao Crime Organizado da França (PNACO) fez um alerta importante na última sexta-feira (24): 88 pessoas foram detidas por envolvimento em ataques a investidores de criptomoedas. Esses casos de sequestro e extorsão têm se tornado cada vez mais frequentes, com dados não oficiais apontando para pelo menos 45 ocorrências, enquanto que o governo francês registra 135 incidentes nas últimas três anos.

Enquanto isso, figuras como Pavel Durov, o criador do Telegram, sugerem que essa elevação no número de crimes está relacionada a grandes vazamentos de dados fiscais e práticas corruptas. Embora o governo não tenha se aprofundado nas causas dessas ações criminosas, o foco tem sido a resolução dos casos.

PNACO se pronuncia sobre a onda de sequestros

No seu comunicado, que não chega a duas páginas, o PNACO informou ter prendido três homens, com idades entre 25 e 30 anos, na semana retrasada. Eles são suspeitos de um sequestro que ocorreu em Challes-les-Eaux, em novembro de 2025.

Na semana anterior, um outro suspeito foi apreendido em Dompierre-sur-Mer, no mesmo esquema em que duas das três pessoas detidas anteriormente estiveram envolvidas. O curioso é que essas cidades estão a cerca de 700 km de distância, mostrando como a quadrilha opera em diversas partes da França.

As investigações resultaram em 88 indiciamentos, incluindo mais de 10 menores, e 75 detidos. O comunicado destaca que o número expressivo de investigados é fruto de um trabalho minucioso das autoridades, especialmente dos departamentos que lidam com crimes organizados. Eles conseguiram juntar várias investigações que, inicialmente, pareciam não ter relação.

Recomendações para os investidores

Na Paris Blockchain Week, que aconteceu em abril, o ministro delegado do Interior, Jean-Didier Berger, prometeu mais segurança aos investidores e profissionais da área. O governo também reconheceu a gravidade da situação e aconselhou que investidores adotem um perfil discreto.

“Os investidores devem ser mais cautelosos, evitando expor demais suas informações nas redes sociais. Isso ajuda a não se tornarem alvos”, alertaram as autoridades. Assim, é fundamental manter vigilância constante, tanto para os portadores de criptoativos quanto para suas famílias. É importante ficar atento a contatos suspeitos que se apresentem como policiais ou autoridades judiciárias, buscando informações sobre ativos digitais.

Um exemplo triste dessa realidade ocorreu em março, quando uma mulher e seus filhos foram sequestrados por engano, após uma gangue invadir sua casa em busca do antigo proprietário, que havia saído do local há mais de cinco anos. Esse caso prova que, em muitos casos, os criminosos não têm informações atualizadas, o que reforça a hipótese de que muitos estão utilizando vazamentos de dados antigos.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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